segunda-feira, 9 de março de 2015

Aerodinâmica

A Specialized em seu túnel de vento, avaliou qual a diferença na performance de diferentes items.

Pelo das Pernas:

     Em um percurso de 40km, fazendo a mesma força, o ciclista menos cabeludo chegaria 50 segundos mais rápido com as pernas raspadas. Já o ciclista mais cabeludo, chegaria 82 segundos mais rápido com as pernas raspadas.
     É a mesma diferença de você mudar de um quadro tradicional para um quadro aero. Link Vídeo.

Pelo do Braço:

     O atleta testado tinha pouco pelo no braço e mesmo assim, em um percurso de 40km, utilizando a mesma força, o ciclista com os braços raspados chega 19 segundos mais rápido.  Link Vídeo.

Cabelo:

     As formas foram as seguintes: Cabelo Solto, Rabo de cavalo, Coque, Trança
     Todas as formas de prender o cabelo demonstraram um resultado muito parecido no quesito arrasto aerodinâmico, Já a trança, se mostrou bem mais eficiente. Usando a trança, a ciclista (ou ciclista cabeludo) percorreria um percurso de 40km, 14 segundos mais rápido do que se estivesse com o cabelo preso de qualquer outra forma ou solto. Link Vídeo

Capacetes:

   Capacetes Prevail (convencional), Evade (Aero) e o S-Works TT (Contra-Relógio).
Em uma distância de 40km, fazendo a mesma quantidade de força, o ciclista que estiver utilizando um Evade, chegará 40 segundos mais rápido do que se estivesse utilizando um Prevail. Se ele estivesse utilizando o S-Works TT, ele chegaria 60 segundos mais rápido do que se estivesse utilizando o Prevail. Link Vídeo.

Freios:

     Utilização de freios no aro e a disco. Com um vento frontal, a diferença de aerodinâmica entre as duas bikes foi ZERO. Já analisando com vento cruzado, vindo do lado onde fica o freio, o freio a disco se mostrou 8 segundos mais lento em um percurso de 40km utilizando a mesma força de pedalada.
     Pelo ganho de frenagem e sensibilidade nos freios a disco, esses 8 segundos somente no vento cruzado não chegam a ser relevantes. Link Vídeo.

Pelotão:

     A diferença foi analisada com o ciclista sozinho e depois com a ciclistas de roda. Com a ciclista sozinho, a diferença foi de 13%, ou seja, ela fez 13% menos força segurando nos drops.
Quando o ciclista estava de roda, a diferença entre segurar em cima ou em baixo foi de 19%. Ele economizou mais força percentualmente com a mudança quando ela estava de roda. Link Vídeo.


Mediram a resistência do ar em um ciclista pedalando sozinho, depois colocaram outros dois ciclistas pedalando na frente dele.
Na primeira situação, o ciclista que ficou no vácuo, ficou exatamente atrás de um dos ciclistas que estava em sua frente. Na segunda situação, ele também ficou atrás, mas entre os dois ciclistas.
Muita gente acha que andar entre os dois ciclistas será melhor, pois você aproveitará o vácuo dos dois… Mas o teste mostrou que isso não é verdade.
Ao pedalar exatamente atrás do ciclista, a resistência do vento caiu em 45%. E quando estava andando entre os dois ciclistas, a resistência caiu 40%.

Roupas:

     A primeira comparação foi entre roupas de frio. Um casaco mais justo contra um corta-vento. Nesse caso, o uso do casaco mais justo foi bem mais aerodinâmico do que o corta-vento. De acordo com os resultados, em um percurso de 40km, o ciclista com a roupa justa chegaria 83 segundos mais rápido do que o ciclista com o corta-vento fazendo a mesma força.
     A segunda comparação foi entre roupas de verão. Uma camisa com uma certa folga e outra bastante justa. Um ciclista com a roupa justa chegaria 91 segundos mais rápido que o ciclista com a camisa folgada após um pedal de 40km.

No túnel de vento é possível ver o tempo que se economizaria percorrendo 40km e fazendo a mesma quantidade de força. Os resultados são os seguintes:
  • Diferença entre quadro aero e normal: 59 segundos em 40km
  • Diferença entre roupa folgada e justa: 45 segundos em 40km
  • Diferença entre capacete normal e aero: 42 segundos em 40km
  • Diferença entre roda normal e aero: 34 segundos em 40km
  • Diferença total e usar tudo “aerodinâmico”: 3 minutos

     Tirar coisas que estão folgadas ou sobrando da sua bicicleta, como cabos grandes demais, bolsas de selim e acessórios pendurados na bike. Usar o mínimo de coisa da bicicleta sempre ajuda a melhorar a aerodinâmica. Roupas e capacete são a forma com o melhor custo benefício para se conseguir uma grande economia de tempo. Bikes e rodas são muito atraentes e geralmente é o que as pessoas desejam, mas elas custam muito e comprando uma boa roupa e um capacete aero, você consegue ter um ganho aerodinâmico similar ao de trocar o quadro da bicicleta.”

Bicicletas:


As bicicletas de estrada são separadas em dois grandes grupos: Aero e tradicionais. 
Para realizar os testes, eles foram a um velódromo e andaram em cada uma das bikes por 10 minutos a 200 watts e depois repetiram o experimento, andando 10 minutos a 300 watts em cada uma delas.

Os resultados foram impressionantes.

Canyon Ultimate CF SLX (10 minutos)
Com 200W, a Canyon percorreu 5150m com uma velocidade média de 30,9kph
Com 300W, a Canyon percorreu 6055m com uma velocidade média de 36,3kph


Cervelo S5
Com 200W, a Cervelo percorreu 5425m com uma velocidade média de 32,6kph
Com 300W, a Cervelo percorreu 6490m com uma velocidade média de 38,9kph


Em apenas 10 minutos a 300 watts, a Carvélo percorreu 435 metros a mais do que Canyon (7,1% a mais). E na watagem mais baixa, a diferença também foi significativa, de 5,3%, ou 275 metros.
Se você extrapolar isso para uma prova de 100km, fazendo a mesma força (300 watts), o ciclista com a bike aero terminaria a prova enquanto o ciclista na bike tradicional ainda estaria a 7,1km para a chegada.
As bikes aero geralmente não um pouco mais pesadas e mais desconfortáveis do que as bikes tradicionais, portanto, em etapas de montanha, ou locais com o asfalto muito ruim, essa vantagem possivelmente seria reduzida.

Aerodinâmica em Baixa Velocidade


O teste foi realizado com vento de 50km/h e com 20km/h. Em ambas as velocidades o ciclista muda da posição de segurar em cima do guidão, para segurar no drop do guidão. Interessante que a performance aerodinâmica não muda com a velocidade. Em ambos os casos, o ciclista gasta 15% a menos de força para vencer o vento.
O que o vídeo mostra também, é que em uma subida, o arrasto aerodinâmico faz menos diferença por conta da representação que ele tem na força total feita para se pedalar. Em uma subida, grande parte da força realizada serve para vencer a gravidade e o componente aerodinâmico não tem tanta importância como no plano, mas não deixa de ser um ganho marginal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário